Big Data: qual a importância para sua estratégia de Inbound Marketing

Big Data: qual a importância para sua estratégia de Inbound Marketing

Não é de hoje que engajamento é um dos pilares do universo do inbound marketing, e ainda mais importante que atingir sua persona, é como você chega até ela e o impacto que sua mensagem vai causar. Nesse sentido, não surpreende que a análise ordenada e aplicação de Big Data esteja tão valorizada nos últimos tempos: para engajar, é preciso personalizar.

Entenda em um minuto: o que é Big Data?

Big Data é um conjunto gigantesco de dados. Estes dados armazenados, sejam eles internos ou externos, se sustentam em três pilares:

Volume: refere-se à grande (imensa!) quantidade de dados;

Velocidade: refere-se a criação de novos dados na internet a cada segundo;

Variedade: indica que esses dados se originam de formas muito variadas, como redes sociais, e-commerce, blogs, entre outros.

A união desses três pilares permite a análise de informações públicas de dados estruturados – quando se conhece a estrutura de armazenamento daquele contexto; assim como não estruturados, como imagens, vídeos e áudios, por exemplo. Sua importância, no entanto, não está relacionada à quantidade de dados envolvidos, mas sim na utilidade e no valor destes dados para o seu negócio, levando para a empresa informações que pode direcionar de forma muito mais assertiva estratégias para novos serviços e produtos, por exemplo.

Três exemplos para mostrar que Big Data está mais presente na sua rotina do que você imagina:

Youtube: embora você nem pense nisso na hora, todo vídeo que você abre no Youtube está armazenado em uma porção de bancos de dados relacionais. Deste modo, a plataforma é capaz de lhe oferecer, ao fim da exibição, uma diversidade de conteúdos relacionados à sua pesquisa, aumentando as chances de permanência no site.

Netflix: o modo como opera o algoritmo da Netflix é ainda mais curioso. Você já se baseou nas notas cadastradas para cada filme na hora de se decidir entre um e outro? Pois saiba que o número de estrelinhas cadastrados em cada filme não é uma classificação global, mas sim um indicador da própria Netflix, “adivinhando” o quanto aquele filme pode ser relevante para você. Loucura? Não, análise de dados. O algoritmo da Netflix leva em consideração informações como gêneros e subgêneros que o usuário costuma assistir, as notas dadas por ele para cada filme, tempo de permanência, entre outros. Com estes dados, a Netflix consegue indicar quais filmes são mais compatíveis aos seu gosto, reduzindo as chances de que você procure por algo parecido com “O Poderoso Chefão” e vá parar em  um filme de comédia do Adam Sandler.

Spotify e Deezer: imagine que você esteja ouvindo uma música no rádio, no carro, e acidentalmente não consegue prestar atenção, ou compreender o inglês forçado do apresentador quando ele anuncia as músicas tocadas no último bloco. Você já deve ter passado por isso alguma vez, não é mesmo? No entanto, você gostou muito daquela música, e agora não faz ideia de como ouvi-la novamente, por não conhecer o cantor, nem o título. O algoritmo do Spotify e do Deezer, serviços de streaming para música pode ajudar em muito. Cada música que seu perfil reproduz é registrada em um banco de dados e combinada com outras músicas relacionadas. Assim, ambos os serviços conseguem oferecer sugestões mais assertivas e correspondentes ao seu gosto e estilo e musical.

Vídeos, cinema, séries, músicas. São exemplos de serviços distintos, com finalidades distintas e conteúdos mais diferentes ainda. O que eles têm em comum? Conteúdo relevante e personalizado. Não há a menor sombra de dúvidas do sucesso destes cases apresentados, certo? Com a análise de Big Data, todas estas empresas atingiram grandes resultados, engajando seu público e se tornando referências para os seus respectivos segmentos de atuação.

Aplicando Big data no inbound marketing

Até aqui, já foi possível entender que conteúdo personalizado dá muito certo e pode fazer a diferença na sua empresa. No entanto, como Big Data se aplica ao seu negócio e sua estratégia de inbound marketing?

Mineração de dados: grandes empresas, que lidam com um volume de dados imenso, ou seja, atendem um grupo numeroso de pessoas e capturam delas informações ainda mais numerosas ainda, devem considerar a adesão de um software que permita a mineração de dados. A partir de um diagnóstico de padrões comportamentais, é possível segmentar seu público de modo mais assertivo e automatizado, focado na personalização do conteúdo e da experiência do usuário/consumidor.

Estudos comportamentais do consumidor: estude como seu consumidor se comporta, que tipo de conteúdo ele costuma consumir, o que ele descarta, e o que compartilha com mais pessoas. Este estudo possibilita que a empresa se aprofunde em suas personas e crie conteúdo melhor direcionado e com maiores chances de conversão e engajamento. Este estudo pode se dar, por exemplo, pelo tempo que seu lead permanece em sua página, se ele acessa novas guias, abertura de e-mails, download de arquivos, etc. Tudo isso é informação que, se estruturada e bem organizada, pode render bons frutos ao seu negócio.

Segmentação de leads: uma forma de estruturar essas informações é segmentar seus leads. Imagine que cada lead é uma pecinha de Lego, onde cada cor corresponde a um cargo, e cada formato das pecinhas corresponde a um nível de intensidade de interesse. Guardando todas pecinhas vermelhas em uma caixinha, as azuis em outra, e as amarelas em outra, fica mais fácil de encontrar o que deseja, não é mesmo? Com os leads segmentados por níveis de interesse, cargo, área de atuação, entre outras classificações, sua empresa ganha em personalização de conteúdo e engajamento.

Big Data é uma palavra relativamente recente no vocabulário do profissional de marketing e vai, aos poucos, sendo digerida pelo mercado e aplicada em diferentes negócios e segmentos distintos. O sucesso de sua aplicação vem para mostrar que conteúdo personalizado e de relevância para a persona é o caminho mais assertivo para uma caminhada de sucesso.

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